MODELO DE RELATÓRIO SOCIAL NO SERVIÇO SOCIAL: como estruturar um relatório de forma técnica, ética e fundamentada criticamente
MODELO DE RELATÓRIO SOCIAL NO SERVIÇO SOCIAL: como estruturar um relatório de forma técnica, ética e fundamentada criticamente
Assistente social, se você pesquisou por “modelo de relatório social”, provavelmente está vivendo uma dessas situações:
Precisa entregar um relatório com urgência.
Está insegura sobre como organizar as informações.
Quer saber se está escrevendo da forma correta.
Recebeu uma requisição institucional e ficou com dúvida sobre o que incluir.
Ou simplesmente quer um parâmetro para comparar com o que já escreve.
E isso é absolutamente compreensível.
O relatório social é um dos instrumentos mais exigidos no exercício profissional. Ele circula entre instituições, gestores, sistema de justiça, políticas públicas e, muitas vezes, produz efeitos concretos na vida das pessoas.
Não é exagero dizer: um relatório mal estruturado pode gerar distorções, interpretações equivocadas e até violações de direitos.
Por isso, a busca por um “modelo de relatório social” geralmente nasce de uma necessidade legítima: segurança profissional.
Mas antes de apresentar qualquer estrutura, precisamos entender algo essencial.
O que é, afinal, um relatório social?
O relatório social é um instrumento técnico-operativo do Serviço Social que sistematiza informações, análises e posicionamento profissional diante de uma determinada demanda.
Ele não é:
Um formulário preenchido.
Uma narrativa descritiva da vida do usuário.
Uma reprodução automática de dados.
Um documento jurídico.
Um parecer psicológico.
Ele é um documento profissional, fundamentado na matéria do Serviço Social, que articula:
Demanda (necessidades do usuário)
Requisição institucional
Fundamentação teórico-metodológica
Análise crítica da realidade
Posicionamento técnico
E aqui começa a diferença entre buscar um modelo e compreender a estrutura.
Modelo de Relatório Social ou estrutura de Relatório Social?
Se você chegou até aqui buscando um modelo de relatório social, eu poderia simplesmente disponibilizar um documento pronto para copiar e colar.
Mas isso provavelmente não resolveria a sua insegurança.
Por isso, em vez de oferecer um modelo engessado, eu vou propor algo mais sólido: uma estrutura de relatório social — que pode e deve ser construída a partir do seu trabalho profissional, da política pública em que você atua e da demanda concreta apresentada pelo usuário.
Um modelo pronto organiza a forma. Uma estrutura fundamentada organiza o pensamento profissional. E relatório social não é apenas forma: é posicionamento técnico.
1. Identificação
Nome do usuário (ou iniciais, conforme protocolo institucional)
Número do prontuário
Política pública ou serviço
Data
Profissional responsável (com registro no CRESS)
2. Origem da requisição
Aqui é importante distinguir:
Quem requisita o documento (instituição, serviço, judiciário, gestão etc.)
Qual é a finalidade declarada
Em que contexto se insere a produção do relatório
Essa etapa evita que o documento seja produzido “por vontade própria” ou fora de um pacto institucional claro.
3. Procedimentos realizados
Entrevistas
Visitas domiciliares
Atendimento individual ou familiar
Articulação de rede
Análise documental
É fundamental registrar o percurso metodológico. O relatório não nasce do nada — ele é fruto de um processo de trabalho.
4. Caracterização da situação
Aqui entram as informações socioeconômicas, familiares e territoriais relevantes.
Mas atenção: caracterizar não é adjetivar.
Evite termos moralizantes. Evite transformar pobreza em incapacidade. Evite naturalizar desigualdades estruturais. Descrever não é julgar.
5. Análise profissional
Este é o coração do relatório.
É aqui que a assistente social:
Articula as informações à luz da política pública.
Relaciona a situação às expressões da questão social.
Fundamenta sua leitura na matéria do Serviço Social (e não apenas na legislação).
Evidencia direitos violados ou ameaçados.
Explicita mediações institucionais.
Sem análise, o relatório vira ata. Sem fundamentação, vira opinião pessoal. Sem direção social, vira burocracia.
6. Encaminhamentos ou conclusões
Indicações técnicas
Sugestões fundamentadas
Registro de limites institucionais
Defesa de direitos
Aqui, a autonomia do usuário precisa ser considerada.O sujeito não pode ser tratado como incapaz.O documento deve expressar compromisso com justiça social e direitos humanos.
O que um “modelo pronto” não resolve
Muitas profissionais baixam um modelo e ainda assim continuam inseguras.
Por quê?
Porque o problema raramente é o layout.
A insegurança geralmente vem de:
Falta de clareza sobre a matéria do Serviço Social.
Dificuldade em diferenciar demanda e requisição.
Fragilidade na fundamentação.
Medo de se posicionar.
Confusão entre descrição e análise.
Ausência de método.
Um modelo pode organizar a forma. Mas não constrói direção profissional.
E relatório social não é apenas forma.
É posicionamento técnico.
Como escrever relatório social com segurança?
Para escrever um relatório social com segurança, você precisa dominar três dimensões:
1️⃣ Dimensão teórico-metodológica
Compreender o objeto do Serviço Social e a direção social do trabalho.
2️⃣ Dimensão técnico-operativa
Saber organizar dados, estruturar análise e registrar procedimentos.
3️⃣ Dimensão ético-política
Escrever comprometida com direitos humanos, justiça social e autonomia dos sujeitos.
Quando essas três dimensões se articulam, o relatório deixa de ser um peso e passa a ser instrumento de intervenção qualificada.
Você não precisa de mais um modelo de relatório social
Você precisa escrever sem medo.
Se você chegou até aqui, talvez tenha percebido que o que está em jogo não é apenas “copiar uma estrutura”. É escrever com fundamento.
Foi exatamente por isso que eu criei o curso Relatório Social Sem Medo.
Um curso objetivo, direto ao ponto, com 20 aulas, pensado para quem:
Quer parar de escrever com insegurança.
Quer entender o que fundamenta cada parte do relatório.
Quer diferenciar demanda e requisição.
Quer evitar erros éticos.
Quer aprender a analisar — e não apenas descrever.
Quer assinar seus documentos com tranquilidade.
Não é um curso sobre “modelo pronto”.
É um curso sobre método, análise e posicionamento profissional.
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Porque relatório social não é sobre preencher campos.
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